Cocalinho: conheça o quilombo pelo olhar de quem vive no território

Leandro dos Santos é quilombola, nascido e criado em Cocalinho, no Leste maranhense. Comunicador popular, ele conta que, além dos registros, cadastrar a comunidade no Tô no Mapa fortalece ainda mais a luta por direitos territoriais

“O automapeamento foi muito importante para nós porque trouxe um processo de conhecimento e deu credibilidade ao território a nível estadual e nacional”, comemora Leandro Santos, quilombola nascido e criado na comunidade de Cocalinho, localizada na cidade de Parnarama, no leste do Maranhão.

Em uma região marcada pelo forte avanço do agronegócio, o Território Quilombola de Cocalinho, que reúne 180 famílias, é um respiro em meio a monoculturas e grandes fazendas. Uma cultura ancestral contada e registrada quase diariamente por Leandro, comunicador popular que descobriu o poder das lentes na divulgação (e proteção) da cultura e dos modos de vida do seu povo. Além disso, viu no aplicativo do Tô no Mapa uma oportunidade de fortalecer ainda mais a luta por direitos territoriais. “O Tô no Mapa deu uma visibilidade ao território, trouxe a questão de ter o cuidado e a autoproteção das pessoas da comunidade. Ele mostra que aqui se tem uma comunidade tradicional”.

Que tal viajar junto com a gente e conhecer este território pelo olhar de Leandro?

Território Quilombola de Cocalinho

“A nossa história traz a nossa vivência ao dia a dia trazido pelos nossos ancestrais, nossos costumes, nossos modos de vida. Dizendo que aqui no nosso Cerrado é vida! Nós é que fazemos a defesa do território, de quem cuida da terra e das águas, que protege as florestas”.

O nome Cocalinho vem das palmeiras de Babaçu. A quebra desse coco para a produção de óleo, farinha, bolo, entre outros, é uma característica marcante da comunidade.

Além do coco babaçu, a comunidade também produz feijão. Seu José, um dos agricultores da comunidade, na foto, coloca o grão para secar.

Na produção de pamonhas de milho na palha de bananeira, dona Eulinda. 

E lá também tem plantação de arroz, que garante comida boa na mesa de todas as famílias e renda para a comunidade, com a comercialização de uma parte da produção. 

A colheita do arroz acontece em mutirões entre os comunitários. No almoço, todos juntos, porque a força é coletiva!

“A comunidade decidiu realizar o automapeamento porque é um território que vive na região do Cerrado e está em uma área de fronteira agrícola. Se sente ameaçada pelo agronegócio, com impactos e conflitos trazidos para a nossa comunidade”.

Assista ao vídeo e veja o recado de Leandro:

Ficou com gostinho de quero mais? Tem Instagram? Acompanhe o dia a dia da comunidade! Segue lá: https://www.instagram.com/quilombo_cocalinho_comunidade/

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.